Nem com o travesseiro converso mais.
Deixei de abrir minha janela para contar estrelas.
Parei de ver aviões e imaginar o seu destino, como seria estar dentro dele.
Faz tanto tempo que não beijo sequer em meus sonhos.
Já quase nem lembro de como é se fazer ser quem não se é, por puro hobby.
A vida em seus pequenos detalhes se esvaindo de minhas atitudes. Cansei de contar meus afazeres, cozinhar, lavar, cuidar. E amar?...E ser amada? e viver?
Amor de enlouquecer, de sentir, de viver...
Mulher, com a pitada de menina, de quem sempre se viu assim. Mas diferente. Agora, dona de seu próprio destino. A hora da mudança está a caminho. E ela já preparou tudo. Quem ela é? Só há um forma de descobrir....
domingo, 23 de setembro de 2018
Me despeço hoje do meu velho EU.
Me despeço das roupas largas.
Me despeço das vozes que calei.
Me despeço dos abraços não dados, dos sonhos não vividos, do tempo não usado.
Me despeço das amarras que criei, dos sorrisos que dei quando queria chorar, dos momentos em que precisava ficar só e não fiquei.
Me despeço dos medos que me impediram de voar.
Me despeço da dor que quis evitar.
Me despeço do quanto me larguei.
Me despeço das expectativas que não atingi e dos corações que deveria ter tocado e não toquei.
Me despeço de não ter vivido o que quis e me despeço de não me fazer feliz como eu merecia.
Me despeço do auto amor que não vivenciei.
quinta-feira, 29 de março de 2018
Diante de toda a vida pela frente, às vezes prender-se ao passado pode ser perigoso. Não permitir-se seguir em frente e não entender que o que não permaneceu, não deveria.
Atentar-se aos contos de fada de modo a esperar que eles transformem-se na sua realidade. Realidade conhecida até o "e forma felizes para sempre", mas como haverá de ser o sempre?
Tantas vezes sonhando o mesmo sonho, talvez de formas e ambientes diferentes, mas o mesmo sonho, sem entender que ele não virou realidade.
Por que manter-se a sonhar o que já passou, quanto há uma infinidade de opções a frente, esperando para serem vividas?
Expectativas de amor eternos, almas gêmeas e momentos dignos de filmes que só existem na nossa concepção de espectador. Quanto menos viver, mais desejará viver algo irreal. Ora, viva. Na vida não haverá sempre trilha sonora, quando as bocas se tocarem... mas haverá a magia durantes os momentos vividos.
Pare... não ponha-se a pintar os quadros que já estão com cores...
Guarde a sua energia, a sua alegria e a sua vida para pintar os quadros que querem e chegam até você.
Atentar-se aos contos de fada de modo a esperar que eles transformem-se na sua realidade. Realidade conhecida até o "e forma felizes para sempre", mas como haverá de ser o sempre?
Tantas vezes sonhando o mesmo sonho, talvez de formas e ambientes diferentes, mas o mesmo sonho, sem entender que ele não virou realidade.
Por que manter-se a sonhar o que já passou, quanto há uma infinidade de opções a frente, esperando para serem vividas?
Expectativas de amor eternos, almas gêmeas e momentos dignos de filmes que só existem na nossa concepção de espectador. Quanto menos viver, mais desejará viver algo irreal. Ora, viva. Na vida não haverá sempre trilha sonora, quando as bocas se tocarem... mas haverá a magia durantes os momentos vividos.
Pare... não ponha-se a pintar os quadros que já estão com cores...
Guarde a sua energia, a sua alegria e a sua vida para pintar os quadros que querem e chegam até você.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Tenho me sentido ultimamente anestesiada, medicada, insensível a emoções e sentimentos.
Desconectada do mundo, das pessoas.
Tenho me sentido distante de mim mesmo.
Como era aquele sorriso que eu costumada dar? Já não me lembro.
Tenho esquecido momentos vividos, sensações sentidas, dias passados.
As pessoas falam comigo sobre o passado e eu sinto que não vivi o que viveram, porque nem sei do que estão falando.
Não sei do que tenho vivido estes últimos anos.
Não sei mais quem eu sou, o que pretendo, o que quero conquistar.
A vida tem me parecido tão sem sabor. Tão sem razão.
Acordar todos os dias e cumprir o que é esperado... fazer o seu melhor... viver conforme a música. Eu já nem me recordo mais a música que está passando.
Tenho olhado estes dias no espelho. Não reconheço mais meu rosto. Quem é a estranha que vem habitando o meu corpo e roubando minhas memórias?
Eu não sei mais como retornar a ser quem eu era. Não sei como começar e nem sei se eu vou conseguir.
Procuro todos os dias me manter forte e não deixar todos esses pensamentos desenfreados fazerem a minha cabeça.
Mas dói tanto se sentir vazia. Dói tanto não sentir emoção. Dói tanto sentir falta de sentir o sopro da vida, perceber as pessoas.
Dói tanto.
Desconectada do mundo, das pessoas.
Tenho me sentido distante de mim mesmo.
Como era aquele sorriso que eu costumada dar? Já não me lembro.
Tenho esquecido momentos vividos, sensações sentidas, dias passados.
As pessoas falam comigo sobre o passado e eu sinto que não vivi o que viveram, porque nem sei do que estão falando.
Não sei do que tenho vivido estes últimos anos.
Não sei mais quem eu sou, o que pretendo, o que quero conquistar.
A vida tem me parecido tão sem sabor. Tão sem razão.
Acordar todos os dias e cumprir o que é esperado... fazer o seu melhor... viver conforme a música. Eu já nem me recordo mais a música que está passando.
Tenho olhado estes dias no espelho. Não reconheço mais meu rosto. Quem é a estranha que vem habitando o meu corpo e roubando minhas memórias?
Eu não sei mais como retornar a ser quem eu era. Não sei como começar e nem sei se eu vou conseguir.
Procuro todos os dias me manter forte e não deixar todos esses pensamentos desenfreados fazerem a minha cabeça.
Mas dói tanto se sentir vazia. Dói tanto não sentir emoção. Dói tanto sentir falta de sentir o sopro da vida, perceber as pessoas.
Dói tanto.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Você já sentiu como se vivesse uma mentira?
Talvez um conto contado à você mesma para o coração continuar batendo?
Já se desiludiu ao perceber que não possui mais o mesmo brilho, os mesmos amigos, o mesmo sorriso?
Já se assustou ao perceber que suas sensações são irreais, apenas suas?
Já deu um nó na garganta perceber que não há ninguém te esperando do outro lado da porta?
Já percebeu que não é especial?
Não é única?
Não é insubstituível?
Já foi ao bar e voltou sozinha, com várias pessoas?
Já teve vontade de não levantar mais, permanecer imóvel, ouvindo uma música qualquer?
Já percebeu que você não faz diferença?
Talvez um conto contado à você mesma para o coração continuar batendo?
Já se desiludiu ao perceber que não possui mais o mesmo brilho, os mesmos amigos, o mesmo sorriso?
Já se assustou ao perceber que suas sensações são irreais, apenas suas?
Já deu um nó na garganta perceber que não há ninguém te esperando do outro lado da porta?
Já percebeu que não é especial?
Não é única?
Não é insubstituível?
Já foi ao bar e voltou sozinha, com várias pessoas?
Já teve vontade de não levantar mais, permanecer imóvel, ouvindo uma música qualquer?
Já percebeu que você não faz diferença?
Oh men.
Fazia muito tempo que ela não dedicava um momento à si mesma...
Ela continuou lançando o sorriso na face e fingindo que tudo permanecia bem.
Alguns poucos sabiam que não era verdade.
O desejo à consumia intensamente. Um deseijo carnal, insaciado, insaciável.
Quantas vezes ela recusou-o?
Perdi a conta.
Depois de alguns dias sozinha, bateu a solidão, veio o choro e a máscara caiu instantaneamente.
Não é da carne que ela sente falta.
É do amor.
Do medo de nunca mais saber o que este tal "amor" significa.
Revendo todos os seus caminhos e sabendo que agarrou-se mais uma vez a uma mentira, ela abriu os olhos.
Se percebeu só.
Logo ela, a menina que vivia apaixonada, por tudo e por nada.
Logo ela que sempre acreditou nas metades das laranjas e nos contos de fadas.
Ela sempre precisou deste sentimento. Era seu ideal de vida, viver apaixonada.
Subitamente descobriu-se sem propósito, sem objetivos, sem paixão.
Como reacender o sonho nesta pisciana desiludida com a vida...com si mesma?
Fazia muito tempo que ela não dedicava um momento à si mesma...
Ela continuou lançando o sorriso na face e fingindo que tudo permanecia bem.
Alguns poucos sabiam que não era verdade.
O desejo à consumia intensamente. Um deseijo carnal, insaciado, insaciável.
Quantas vezes ela recusou-o?
Perdi a conta.
Depois de alguns dias sozinha, bateu a solidão, veio o choro e a máscara caiu instantaneamente.
Não é da carne que ela sente falta.
É do amor.
Do medo de nunca mais saber o que este tal "amor" significa.
Revendo todos os seus caminhos e sabendo que agarrou-se mais uma vez a uma mentira, ela abriu os olhos.
Se percebeu só.
Logo ela, a menina que vivia apaixonada, por tudo e por nada.
Logo ela que sempre acreditou nas metades das laranjas e nos contos de fadas.
Ela sempre precisou deste sentimento. Era seu ideal de vida, viver apaixonada.
Subitamente descobriu-se sem propósito, sem objetivos, sem paixão.
Como reacender o sonho nesta pisciana desiludida com a vida...com si mesma?
Assinar:
Postagens (Atom)