Fez frio ontem a noite e eu busquei um cobertor pra me esquentar.
Agora, nada mais me esquenta como antes, nem mesmo aquele velho edredom em cima da minha cama.
É como se minha casa fosse de gelo e eu não tivesse percebido, ainda.
Meu pés congelam, mesmo com um, dois, três cobertores.
Nem mais a água, quando esquento na cozinha, esquenta esse meu pé gelado.
Congelado.
Meu corpo está em choque, arrepiado, roxo.
Nem um banho quente consegue trazê-lo ao seu estado natural.
Corpo frio, deitado sobre uma cama de gelo, tentando se esquentar com cobertores.
Meus lábios, outra vermelho, ficaram sem cor e tremem.
Tremem.
Eram doces e agora, aguados.
Minha casa colorida agora esbanja um tom cinza... um tom de nada.
E eu ainda busco cobertores... quem sabe aqueles 10 que possuo no armário me esquentem novamente.
Os retiro.
O frio é grande demais para qualquer cobertor...
Mulher, com a pitada de menina, de quem sempre se viu assim. Mas diferente. Agora, dona de seu próprio destino. A hora da mudança está a caminho. E ela já preparou tudo. Quem ela é? Só há um forma de descobrir....
quinta-feira, 19 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Quando eu tive que ir, arrumei minhas malas.
Mas fiquei.
Guardei as roupas na mochila.
Depois recoloquei-as no armário, em seus devidos lugares.
Quando eu tive que ficar, saí, fui por aí, sem destino ou lugares, nenhuma pretensão além de não estar em lugar algum.
Quando tive que beijar, recuei.
Arranjei mil e uma desculpas.
Quando tive que te amar.
Eu amei.
Mas depois fugi, como quem ainda não acredita que tudo isso pode ser real.
Quando eu tive que te falar, me calei.
Fugi com os versos e canções que escrevi, mas não publiquei.
Quando tive que fugir, te vi.
Tentei não olhar, tentei não sentir, e senti.
Eu não quis.
E você apareceu.
Ora essa, e toda a história de fugir, de ir contra, você me encontra e eu não sei mais dar passos longe dos teus.
E toda a história de ficar, quando eu me ia, agora não consegui mais seguir se não houver você ao lado meu.
Deletei você da minha vida, eu não quis.
Eu precisei.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Me afogo em palavras que não são minhas, mas que me pertencem ao dizerem o que eu ensaio dizer e não digo.
Me pertencem porque aqueles cotovelos dançantes da menina foram outrora meus e ficaram ressecados, como todo o resto.
Me pertencem porque sabem e dizem enquanto eu me protejo de escutar suas palavras doces e ferozes, como quando me pede para olhar-me e fecho os olhos.
Fujo. Sem saber. No intuito de não precisar descobrir que tudo fora em vão.
Todas as minhas inquietudes, os meus devaneios, as vezes em que abaixei a cabeça e segui a linha que me fora outrora traçada como guia.
Guia de nada. De ninguém.
terça-feira, 20 de março de 2012
Meu amor,
Hoje estou sentindo um vazio.
Você não está ao meu lado, não irá deitar comigo na cama, nem me pedir pra deitar no seu peito.
Não irá me abraçar ou beijar, nem me fazer cócegas.
Hoje você não irá me provocar, dizer coisas doidas no meu ouvido.
Não irá me tocar.
Hoje dormirei eu e a minha saudade de você.
Eu e as lembranças dos bons momentos.
Eu e a espera do amanhã onde provaremos novamente nossos gostos.
É estranho pensar que até pouco tempo eu não precisava me sentir olhada, amada ou desejada.
E hoje preciso disso tudo.
Preciso de você.
Meu amor,
Que o tempo que insiste em passar ao menos nos faça querer um ao outro mais e intensamente e que ele não insista em correr, porque nós escolhemos dançar no compasso da nossa própria dança e não vamos acompanhá-lo nesse ritmo frenético, exaustante e impiedoso que ele nos põe a prova.
Que a rotina não tente carcomer nossos sonhos e que jamais deixemos de sonhar um com o outro.
Simplicidade.
Ainda não aprendi a dizer tudo aquilo que sinto, muito menos de forma tão rápida, mas amor, o que eu quero dizer é: Não Passe.
Seu amor é tudo aquilo que esperei encontrar em meus sonhos e, te amar, me faz querer ser uma pessoa melhor todos os dias, só pra te ver feliz.
Meu amor,
A nossa história está sendo escrita e a minha felicidade, agora depende. das letras que colocamo neste cadernos sem folhas enumeradas, mas marcadas pelo que sentimos.
Hoje estou sentindo um vazio.
Você não está ao meu lado, não irá deitar comigo na cama, nem me pedir pra deitar no seu peito.
Não irá me abraçar ou beijar, nem me fazer cócegas.
Hoje você não irá me provocar, dizer coisas doidas no meu ouvido.
Não irá me tocar.
Hoje dormirei eu e a minha saudade de você.
Eu e as lembranças dos bons momentos.
Eu e a espera do amanhã onde provaremos novamente nossos gostos.
É estranho pensar que até pouco tempo eu não precisava me sentir olhada, amada ou desejada.
E hoje preciso disso tudo.
Preciso de você.
Meu amor,
Que o tempo que insiste em passar ao menos nos faça querer um ao outro mais e intensamente e que ele não insista em correr, porque nós escolhemos dançar no compasso da nossa própria dança e não vamos acompanhá-lo nesse ritmo frenético, exaustante e impiedoso que ele nos põe a prova.
Que a rotina não tente carcomer nossos sonhos e que jamais deixemos de sonhar um com o outro.
Simplicidade.
Ainda não aprendi a dizer tudo aquilo que sinto, muito menos de forma tão rápida, mas amor, o que eu quero dizer é: Não Passe.
Seu amor é tudo aquilo que esperei encontrar em meus sonhos e, te amar, me faz querer ser uma pessoa melhor todos os dias, só pra te ver feliz.
Meu amor,
A nossa história está sendo escrita e a minha felicidade, agora depende. das letras que colocamo neste cadernos sem folhas enumeradas, mas marcadas pelo que sentimos.
Dias atrás ela esteve perdida entre a tentativa de chorar e a necessidade de parecer alegre.
Dias atrás esteve dividida entre seus passos e auxiliar os passos de outro alguém que desejava andar sozinho.
Dias atrás ela pensou em desistir dos seus sonhos por eles. Não pensou por ela.
Dias atrás ela ficou perdida entre ruas desconhecidas na hipótese de alguém resgatá-la. E ela teve que achar o caminho de volta.
Dias atrás ela chegou na casa, que era sua, mas irreconhecivelmente dela.
Tudo em seu devido lugar: Sorrisos falsos em bocas bocejantes. Falsa atenção em olhos que não paravam de espiar a tv.
E ela entrou onde fora conhecida e hoje, irreconhecível, é julgada pelas lágrimas que ostenta em seu rosto.
Tantos lenões existem para secá-las que se esqueceram que as lágrimas existem para serem derramadas.
Tanta distância disfarçada, tanto egoísmo escondido em palavras tolas de carinho. Tantas mentiras por trás do desejo de se ser imune às críticas.
Tantos motivos pra correr, mas ainda nos resta um pouco de sensatez e ela nos imobiliza.
Tanta vontade de ter vontade e a vida se resumindo a SIM, NÃO, TALVEZ AMANHÃ.
Dias atrás esteve dividida entre seus passos e auxiliar os passos de outro alguém que desejava andar sozinho.
Dias atrás ela pensou em desistir dos seus sonhos por eles. Não pensou por ela.
Dias atrás ela ficou perdida entre ruas desconhecidas na hipótese de alguém resgatá-la. E ela teve que achar o caminho de volta.
Dias atrás ela chegou na casa, que era sua, mas irreconhecivelmente dela.
Tudo em seu devido lugar: Sorrisos falsos em bocas bocejantes. Falsa atenção em olhos que não paravam de espiar a tv.
E ela entrou onde fora conhecida e hoje, irreconhecível, é julgada pelas lágrimas que ostenta em seu rosto.
Tantos lenões existem para secá-las que se esqueceram que as lágrimas existem para serem derramadas.
Tanta distância disfarçada, tanto egoísmo escondido em palavras tolas de carinho. Tantas mentiras por trás do desejo de se ser imune às críticas.
Tantos motivos pra correr, mas ainda nos resta um pouco de sensatez e ela nos imobiliza.
Tanta vontade de ter vontade e a vida se resumindo a SIM, NÃO, TALVEZ AMANHÃ.
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